PLANEJAMENTO PESSOAL PARA 2018: Um exercício de futurologia ou um beque que leva bola nas costas?

 

Estamos no fim do ano e é tempo fazer o planejamento pessoal para 2018.

A cada ano tenho mais dificuldade em reunir informações seguras para montar os possíveis cenários e planejar o meu orçamento. Como projetar o dólar, a taxa Selic, a inflação, a macroeconomia e outros indicadores num mundo tão volátil? A inflação está baixa, mas as taxas de juros estão altas. Sinal claro de que estamos na contramão, pois a regra diz que uma deveria seguir a outra.

Mas, mesmo diante de tantas instabilidades e de tanta volatilidade, não dá pra ficar imobilizado. Afinal, o incerto é diferente do arriscado, pois o risco pode ser previsto. O incerto, não!

É preciso fazer o exercício e ir corrigindo de tempos em tempos, trimestralmente ou semestralmente, sempre considerando os novos fatos que forem surgindo.

Um bom planejamento não pode ser tão rígido que não possa ser alterado, nem tão flexível que possa ser mudado a todo momento.

Sugiro que o planejamento seja monitorado em alguns momentos do ano. Eu, por exemplo, prefiro fazer isso duas vezes num período de 12 meses.

A primeira, faço no meu aniversário, data que considero importante para um balanço profundo dos meus objetivos. Este ritual envolve uma análise de diversos aspectos da minha vida: saúde, família, amigos, desenvolvimento pessoal, viagens, entre várias outras coisas. Aproveito esta data para avaliar os feedbacks que recebo por meio das mensagens e presentes.

Se ganho muitas gravatas, é porque estão percebendo que estou trabalhando demais.

Se recebo uma camisa G, avalio que engordei.

Se recebo muitos roupas de corrida, fui conceituado como um atleta.

Se sou presenteado com muitas garrafas de vinho… bem, deixa isso pra lá!

Faço isto porque acredito que sou uma mescla daquilo que penso que sou, com aquilo que as pessoas mais próximas pensam de mim.

O outro momento de reflexão é na entrega do imposto de renda, onde eu confiro o meu ajuste patrimonial e, daí, tiro as minhas conclusões.

Em anos atípicos, como estes de crise, começo o exercício anual pelas metas não conquistadas no ano anterior e emendo os dois próximos anos (por exemplo, 2018 com 2019), como se não fosse existir ano novo. Na falta de outra estratégia, achei que poderia ser um bom caminho para não fragmentar um planejamento que pretende ser sistêmico e, em última análise, estratégico.

Penso que pode ser frustrante planejar mudanças para um ano de eleições majoritárias, em que fatos graves poderão provocar denúncias contra o Presidente, contra grandes empresários, contra ministros ou candidatos e estagnar o país.

Nesse mundo de Trump, Kim Jong, terrorismo, falta de segurança nas ruas, falência de Estados, desemprego, promessas de reformas, entre tantas outras coisas, é perigoso fazer movimentos bruscos.

Prefiro não vender imóveis, nem abrir novos negócios ou aplicar em ações. Conservadorismo? Pode ser! Mas, com a experiência, aprendi que ousadia não significa, necessariamente, sucesso.

Sou feliz assim, me considero bem sucedido e os bons resultados, felizmente, sempre apareceram.

Minhas dúvidas diminuíram quando fiz as seguintes perguntas:

  • Por que jogar sempre para frente?
  • Por que essa exigência de sempre ter que ganhar de goleada?

Considero prudente, sensato e inteligente analisar outros aspectos:

  • E se o outro time for forte?
  • E se o jogo acontecer no campo do adversário?
  • E se chover?
  • E se o juiz for parcial?

Ora, dependendo da situação, empate é vitória! Existe sempre um “por enquanto”!

Dar continuidade as ações de 2017, por enquanto, pode ser um bom planejamento estratégico. Ser conservador não é o mesmo que ser pessimista.

Isso não significa que não vou desenvolver novos projetos ou que não acreditarei nas propostas que chegarem. Como sempre, poderei ir em todas as bolas. Mas minha experiência comprova que ir em bolas perdidas desgasta mais e pode contundir. E meu time precisa de mim inteiro e fazendo gols.

Decididamente, meu planejamento para 2018 será o de não dar nenhuma guinada radical. Não agirei movido, exclusivamente, pela emoção. O campeonato é mais importante que a partida e a partida é mais importante que a jogada.

Adotarei a tática atribuída a um técnico de um time de várzea, mas que pode ser boa tradução para o caminho da vitória: beque que avança, leva bola nas costas!

 

*Miguel Jabour é um executivo com atuação reconhecida nas áreas comercial, marketing e relação com o mercado em grandes organizações. De grande visão estratégica, conhece como poucos o mercado empresarial, financeiro e de comunicação de massa. É publicitário e advogado. Pratica maratona, aprecia um bom vinho, gosta de viagens e de futebol. É consultor máster de desenvolvimento de mercado da El-Kouba.

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